

A proposta para construir um espectáculo infantil, ou um espectáculo para crianças, surge como um desafio à capacidade de comunicação. Por um lado, há a ideia de que “às crianças não se lhes diz tudo”, mas por outro “é de pequenino que se torce o pepino”. Sabendo que a uma determinada idade corresponde uma fase de aprendizagem específica, há que adequar os conteúdos de um espectáculo ao universo (de imaginação) do grupo/público a que se destina. O que poderá suscitar interesse nesse público? Que lhes poderei dizer? Que lhes perguntaria? Quais são as suas dúvidas e os seus anseios?


Mais do que lhes contar uma história, gostaria de lhes abrir a possibilidade de a contarmos juntos. Ou não chegar a contar história nenhuma e a viver um momento de partilha e reflexão sobre o mundo que nos rodeia, utilizando signos que lhes são próximos, hoje. Uma reflexão sobre coisas que lhes dizem respeito e que me/nos foram importantes para crescer outrora, quando tínhamos a idade que têm eles agora.


A tecnologia, os computadores, a realidade virtual, os jogos e a Internet são ferramentas/brinquedos que todos utilizamos e constituem um foco de atracção para os mais pequenos (como para os graúdos).

"...não olhe para trás menina...como quem quer entender..."


Nenhum comentário:
Postar um comentário